sábado, 28 de fevereiro de 2009

Só em Teresina.

Dia feliz na capital do Piauí, chuvinha fina de vento, daquelas milagrosas que realmente esfriam alguma coisa.

No Posto de gasolina:

-Moço, enche com comum. (entrega a chave do carro)
Ele dá a volta no carro, volta para a janela e diz:
-Dona, dá pra 'cê colocar mais pra frente?
Coloca-se o carro mais para a frente.

-Ainda não dá, cê pode dar uma rezinha?
Coloca-se o pneu do carro colado na bomba.

-Moça, deu certo não.
-Por quê?
-É que a bunda do carro 'tá muito pra lá, eu vou me molhar 'todin' pra colocar a gasolina. Dá pra senhora dar a volta no posto?
¬¬'


No bar:

-Meu querido, traga uma gelada, por favor!
Felicidade líquida e estupidamente gelada, sete amigos bebem a cerveja rapidamente.

-Moço, traz mais uma skol!
Sorriso solto, falam mal do viado-corno chefe, a cerveja não dá pra quem quer.

-'Amigô', mais uma!
Reação do garçon com a mão na cintura:
-Olha, vem cá, dá pra vocês pedirem as cervejas tudin de uma vez por que esse vai e vem de cinco em cinco minutos cansa, viu?!
¬¬'


Ai ai... me acabo de rir. Sem problemas ou preconceitos com a cidade, sei que isso aí em cima não é arrogancia das pessoas, elas realmente acham um absurdo se molhar durante o trabalho (detalhe que ele só molhou uma parte do braço no fim das contas) ou ficar indo e voltando para servir os clientes. Enfim, só em Teresina. E como eu gosto disso. ;]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bebê.

Às vezes me pergunto se cresço ainda um dia.

Não, não no sentido vertical da palavra, quanto a isso há primaveras que perdi as esperanças.
Mas será que vou deixar de fazer drama por besteira, deixar de querer ser alguma coisa "quando" eu crescer, começar a fazer o que tem que ser feito sem ficar especulando, tomar a vida e o destino nas minhas mãos.
Se vou parar de me ver como criança ou pré-adolescente, irresponsável, danada, sem noção do mundo, dependente. Se vou parar de discutir probleminhas amorosos bobos com amigos que tem mais o que fazer da vida. Se vou parar de pedir/seguir os conselhos da Samia e conseguir pensar sozinha.


[Ainda tenho 15 anos]

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Patrícia, menina estranha.


Olha, eu detesto uma Patrícia.

Nada contra Patrícias do mundo, minha mãe se chama Patrícia.

Patrícia é boba, quer ser descolada, mas não é. Quer ter estilo, mas não tem.
Patrícia é aquele tipo de garota que acha se acha bonita a maior parte do tempo, mas quando os outros a elogiam ela discorda e acha mil defeitos no olho que não é verde e nas pernas que são finas demais.


Hoje Patrícia me fez raiva, quem sabe amanhã isso muda e eu escrevo as (raras) qualidades da garota.
Todos conhecem uma Patrícia, mas todo mundo esconde.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Passa lá em casa...

http://escadadecasa.blogspot.com/

Espero que gostem.
Beeeeijos.

=*

Camis.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A noite dela.

Entro no carro olho pela janela e lá está ela.
Soberana, cheia de si, brilhando.
A noite é dela e só dela. Não dá confiança pra nenhuma estrelinha que ainda teime em brilhar.
O carro ganha velocidade, mas ela não sai da minha vista.
Às vezes fica meio por trás de umas raras nuvens.
Não pense que ela quer se esconder.
Ela não é tímida.
Ela só quer me provar que o brilho dela atravessa qualquer nunvenzinha besta que se meta no caminho.
O carro vira e a perco de vista por alguns minutos.
Mas a noite está clara. Há um brilho amarelado sobre a cidade que parece de brinquedo.
Ela é Deus, onipotente, onipresente, onisciente.
Ou, pelo menos, é isso quer ela quer que eu sinta. E eu sinto.
O carro faz mais uma curva e ela se mostra novamente.
Não como uma princesa que brilha. Ela não é delicada.
Ela quer ser notada, admirada.
É como a cantora de cabaré e seu batom vermelho puta.
Agora ela está sobre o mar. Ele mais parece um manto negro ondulando a vontade do vento.
Ele quase não aparece.
Passaria despercebido não fosse a faixa dourada que o divide em dois.
A faixa dourada colocada ali de propósito.
Para que todos olhem para cima e vejam a lua.
Por que essa noite é dela e só dela.