sábado, 30 de maio de 2009

Girando, girando, girando.


Sabe aquela frase: Parem o mundo que eu quero descer!


Eu, não. Eu gosto da tontura, do frio na barriga, daquela sensação de "dessa vez eu caio". Eu gosto mesmo.

Sabe quando você anda demais num brinquedo e pega a manha de quando ele vai começar a girar pro outro lado? Pois é... 'Tá diminuindo a velocidade nessa semana. Na próxima ele vem com toda força... girando pro outro lado.


Segurar aqui a minha cabeça por que numa dessas, eu tenho certeza, eu vou e ela fica.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Do adeus.


O que foi feito, meu bem, dos nossos sonhos?


Esses aqui, rasgados pelo chão, assim, oferecidos pra eu enxugar as minhas lágrimas como tantas outras vezes?
Aqueles planos desenhados primeiro no guardanapo da cozinha, depois escritos na agenda e depois colocados em planilha do Excel e grudados na geladeira.
Agora você simplesmente faz de conta que eles eram devaneios, brincadeira de quem não tem mais o que fazer.

Como é que eu agüento levantar da cama, te olhar babando do meu lado, levantar, sair... resolver a minha vida com um café na mão, enquanto você dorme com sua pimenta de pelúcia.
Como é que eu agüento te ver do meu lado, sabendo de tudo, sabendo que você me ama “de um jeito diferente, de um jeito pra sempre, de um jeito único”, mas que vai me deixar com prazo fixo: 31 de dezembro.

Por outro lado é bom, vou te arrancando de mim aos pouquinhos, tendo chance de te abraçar quando achar que não vou conseguir. Tendo chance de juntar tudo que eu detesto em você numa caixinha e cair dentro dela com ódio e lágrimas no peito: no dia em que você for embora.

Eu sei bem o que vais dizer... que ela é perfeita pra ti, que ela é diferente das outras, que ela te completa! Ah, é claro, ela vai mudar tua vida! Colocar-te nos eixos, não é isso que aquela (vaca gorda!!!) mulher vai fazer?

A diferença é que dessa vez eu não me importo, dessa vez você pode ir sem que eu faça drama, que eu te esfregue na cara tudo que eu fiz por ti, sem que eu escandalize tua traição. Dessa vez, eu até preferia que ela te completasse de fato, que ela te fosse suficiente.
Porque agora eu cansei, eu sempre soube que cuidar de ti só me trazia cansaço e olheiras. Eu sempre soube o que ia acontecer, mas eu nunca deixei de te amar a ponto de abrir mão da minha santa paz.

Não abaixe a cabeça ao ler isso, ainda te amo. Só que estou saturada das tuas mesmas histórias, das tuas mesmas piadas, das tuas mesmas risadas.
Essas mesmas histórias que fazem rir quem ainda não te conhece a fundo, que faz meus amigos te convidarem a sentar em mesas de bar pra contar teus “causos” do passado que te condena.
Não agüento mais ouvi-las, essas histórias. Não sei mais sorrir das mesmas piadas, nem olhar carinhosamente as tuas risadas.
Não sei mais fazer vista grossa pras tuas falsidades, pra tua cara sonsa. Não vou mais querer acreditar nas tuas atitudes interesseiras. Não vou.

Então, vai. Vai dar dor de cabeça pra essa outra mulher. Vai e leva teus peixes, porque eu vou esquecer de alimentá-los.

Não queria mais sinal de vida teu por um bom tempo, quem sabe assim essa mágoa engasgada passe. Quem sabe assim eu te esqueça de vez.

Vai, mas saiba que a porta não vai estar aberta pra você voltar, no máximo um telefonema no teu aniversário, no natal e no ano novo. É só.

Vai e me faz um favor: não olha pra trás que é pra não dar esperança pra esse pobre coração (retardado, idiota...) boboca.





PS: Não, eu não escrevi isso pra o meu namorado.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ó, dúvida cruel!

Quando todas as suas obrigações extrapolaram os prazos...
Qual você faz primeiro?

Pesquisa x Concurso x Faculdade x Francês x Espanhol x Arrumar o quarto x Presente de dia das mães x Aquele outro presente.

Isso que dá querer abraçar o mundo com as pernas, nem vai dar pra ir no cinema essa semana.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Me dá a mão.


Porque bom é ser míope.

Pra te dar a mão e atravessar a avenida onde passam milhões de luzinhas a toda velocidade.

Só enxergar aqueles vultos luminosos correndo e sorrir enquanto arrisco minha vida.


Só é chato ter soltar a tua mão quando chego inteirinha do outro lado.






['Tá. Eu sei que não era tão movimentada assim. Talvez eu até atravessasse sozinha. Mas o importante é que você estava lá.]

domingo, 29 de março de 2009

"Esquerda" "Não, é a direita" "É a esquerda, amor..." "É a direita, meu bem..." "Então 'tá".

Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: "Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais". E ela diz: "Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite".

MORAL DA HISTÓRIA

Essa pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:

"Quero ser feliz ou ter razão?"

Pense nisso e seja feliz.
(autoria desconhecida)


Na verdade, nem sempre penso nessa pergunta, muuuuitas vezes quero provar que estou certa, às vezes quero simplesmente provar que o outro está errado (sim, isso é feio). Quem me conhece sabe bem disso (sofre bastante com isso).
Mas 'to tentando mudar.
Relaaaaaaaxar mais.
Tudo dá certo no fim.
E o futuro é tão-somente uma tendência.
Além disso, 'tá tão quente hoje(esses dias), né?