terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A noite dela.

Entro no carro olho pela janela e lá está ela.
Soberana, cheia de si, brilhando.
A noite é dela e só dela. Não dá confiança pra nenhuma estrelinha que ainda teime em brilhar.
O carro ganha velocidade, mas ela não sai da minha vista.
Às vezes fica meio por trás de umas raras nuvens.
Não pense que ela quer se esconder.
Ela não é tímida.
Ela só quer me provar que o brilho dela atravessa qualquer nunvenzinha besta que se meta no caminho.
O carro vira e a perco de vista por alguns minutos.
Mas a noite está clara. Há um brilho amarelado sobre a cidade que parece de brinquedo.
Ela é Deus, onipotente, onipresente, onisciente.
Ou, pelo menos, é isso quer ela quer que eu sinta. E eu sinto.
O carro faz mais uma curva e ela se mostra novamente.
Não como uma princesa que brilha. Ela não é delicada.
Ela quer ser notada, admirada.
É como a cantora de cabaré e seu batom vermelho puta.
Agora ela está sobre o mar. Ele mais parece um manto negro ondulando a vontade do vento.
Ele quase não aparece.
Passaria despercebido não fosse a faixa dourada que o divide em dois.
A faixa dourada colocada ali de propósito.
Para que todos olhem para cima e vejam a lua.
Por que essa noite é dela e só dela.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Finalmente um "off the table".

Te olhar ainda me fez pensar.
Sorrir de canto.
Balançar a cabeça.
Dizer que não. Dessa vez com certeza.
Mas o que seria...

Se eu não tivesse fugido?
Se eu não tivesse partido?
Ou se eu tivesse voltado (a tempo)?

Fica na tua, me deixa aqui pensando.
Mas me sinto segura, pela primeira vez.

Posso dizer: Não quero mais, nunca mais.
Como quem olha pra uma garrafa de coca-cola gelada, suada.
E pensa como fica melhor sem aquilo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


Estranho, mas já me sinto como um velho amigo seu...

[Nando Reis]



Feitas as alterações para o gênero feminino, é isso aí.

Fofocas, risos bestas, piadas internas, jogos, filmes, festas, projetos de viagens, shopping, danças, msn, sorvete, "paqueras", unhas, orkut, orkut falso, blogs, projetos de blogs, shows, velas.

Amizade inclui tudo isso e um monte de coisas mais.
Essas 'coisas mais' vem chegando a cada dia, cumplicidade e sintonia cada vez maiores.



Isso aqui também não acaba mais, é vermelho vivo.

=*

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Presente de Papai Noel.


Dezembro.

Começou bem, veio uma chuva, um pé d'água mesmo pra mostrar que essa claridade ofuscante, que esse calor enervante vão ter fim logo, logo.

Veio com uma manhã nublada, quase que fria... me fazendo pensar em friozinho, preguiça, em não ter nada pra fazer, me fez pensar em ficar juntinho, sem pressa de ir embora.


Veio com uma esperança de natal feliz (pela primeira vez nos últimos 5 anos), um natal sem hipocrisia, sem falsos sorrisos. Um natal em família, de família e para família, a miiiinha família.


Veio com uma promessa de coisas novas e frescas, coisas leves e simples, coisas belas... Com uma promessa de ir passear à tarde, de tomar sorvete, de olhar lojas de decoração, de comprar presentinhos de natal, de fazer amigo oculto.

Trouxe uma vontade de ficar em casa, de assistir filmes e mais filmes, de fazer listas e mais listas, de ler livros e mais livros, de jogar imagem & ação, de conversar e passar o tempo junto de quem a gente quer bem.


Deu pra sentir o gostinho de 2009, essa chuva veio pra me dizer "calma, 'tá quase lá".

E está mesmo, esse clima me entra pelos pulmões com toda força e violência que deve, me dando força, esperança que o próximo ano vai ser ainda melhor.

Por que se eu bem me lembro 2008 superou minhas expectativas. E olha que elas nunca foram baixas ou poucas ou simples ou baratas.


Meu pedido pra Papai Noel é só que esse clima continue pra sempre... dentro de mim.

domingo, 23 de novembro de 2008

'Tava aqui imaginado... sem dormir.

Há momentos que são inexplicáveis, há histórias que são inacreditáveis e há amores, que independente de qualquer coisa, são pra vida toda. (Luis Correia - 05:57 am) - Foto e frase de Caroline Riedel, pessoa que admiro demais.

Bom dia, Dia!
Vento, pijamas, preguiça que vai saindo do corpo aos pouqinhos.
Azul, azul, azul.

Suco de laranja, copo de leite, bolo de rolo, café e biscoito maria.
Bom dia, Dona Maria!

Toalha meio molhada, água fria, pulinhos.
Biquini quase seco, sainha de algodão.
Sundown tem cheiro de praia.


Caminhada, areia seca, conversa boa, boas risadas, riso besta.
Sol alto, forte, incendiando.
Vento que quer me levar, me desarrumar, me carregar, me fazer esquecer de tudo o que havia antes.
Mar que me chama, me grita, implora pra me absorver, dissolver meus pensamentos e me transformar em luz salgada.


Água de coco, caminhada até o farol pra ver o que há de melhor pra se ver no mundo, pra sentir que nada é motivo pra ficar cego do azul, pra se deixar beijar pela vida que só existe ali em cima.


Sol a pino.





Pôr-do-sol.
Tão doce. Suave.
Laranja, violeta, azul, amarelinho, rosa e lilás. Mais um tantinho de azul.

Cheiro de areia molhada, cheiro de sal.
Só a claridade se desfaz aos poucos, o sol já partiu para o outro lado.
Água de coco.


Vento para embaraçar os cabelos, gotinhas de oceano provocando arrepios.
Areia molhada entre os dedos e a seca chicoteando minhas pernas.


Vestidinho de algodão dançando na pele avermelhada, por cima de um biquini que nunca seca.


Lábios finos do sal o dia inteiro, olhos cansandos de tanta beleza, ouvidos desacostumados das ondas e do assobio do vento. Pele queimada que só que cheirar a sal ou hidratante.



O sol se foi levando as outras cores... ficou só o azul marinho e a luzinhas brancas.







Luz da lua.
Varanda de casa, café quentinho, ventinho querendo caber na minha rede.

Rede e pijaminha, conversa besta, riso besta. Gente, gente, gente. Conversa besta dos outros.
Ver a rua, o movimento das outras gentes que têm tanta coisa pra fazer, tudo com o prazo da eternidade.

Têm que ver o sol, tem que se brozear, tem que correr na praia, tem que tomar água de coco, tem que olhar pro azul por horas seguidas, tem que beijar na boca, tem que entrar no mar, tem que se esquentar numa fogueira, tem que cantar, tem que dançar, tem que ouvir música, tem que amar, tem que jogar baralho, tem que jogar dominó, tem que beijar uma criança.


Corre na areia com lanternas, recolhe a madeira e faz a fogueira.
Traz o vinho, o camarão, o queijo, a azeitona, traz o casaco, traz meu amor.
Deixa comigo o vento, a areia fria, deixa o fogo, deixa o barulho das ondas, deixa a luz da lua.





Mas amanhã... a gente cái no mundo, a gente vai pra rua, a gente vai pra onde o vento sussurrar que sim.

Começo de férias.
As melhores de todos os tempos.