domingo, 29 de março de 2009

"Esquerda" "Não, é a direita" "É a esquerda, amor..." "É a direita, meu bem..." "Então 'tá".

Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: "Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais". E ela diz: "Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite".

MORAL DA HISTÓRIA

Essa pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:

"Quero ser feliz ou ter razão?"

Pense nisso e seja feliz.
(autoria desconhecida)


Na verdade, nem sempre penso nessa pergunta, muuuuitas vezes quero provar que estou certa, às vezes quero simplesmente provar que o outro está errado (sim, isso é feio). Quem me conhece sabe bem disso (sofre bastante com isso).
Mas 'to tentando mudar.
Relaaaaaaaxar mais.
Tudo dá certo no fim.
E o futuro é tão-somente uma tendência.
Além disso, 'tá tão quente hoje(esses dias), né?

sábado, 14 de março de 2009

Começo de um sábado despretensioso.


Sonhei com arco-íris...
Acordei inspirada.
Mas veio uma aula de informática e acabou com tudo. ¬¬

Ganhei chocolates.
Ganhei um cubo com fotos perfeitas e a inspiração voltou.
Comi pão de queijo com chocolate gelado.
Mas o chocolate 'tava horrível e a inspiração foi embora.

Ganhei mais chocolates.
Ganhei um snoopy.
Tomei banho de chuva.
Ganhei um beijo e a inspiração voltou.
Mas meu carro não funciona e a inspiração foi embora.

Faz parte.
Escrever sobre arco-íris fica pra outro dia.



PS: A felicidade por ter visto um arco-íris e poder controlá-lo continua, mas a descrição dele vai ficar pra outro dia. De qualquer forma: Dia Feliz.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Só em Teresina.

Dia feliz na capital do Piauí, chuvinha fina de vento, daquelas milagrosas que realmente esfriam alguma coisa.

No Posto de gasolina:

-Moço, enche com comum. (entrega a chave do carro)
Ele dá a volta no carro, volta para a janela e diz:
-Dona, dá pra 'cê colocar mais pra frente?
Coloca-se o carro mais para a frente.

-Ainda não dá, cê pode dar uma rezinha?
Coloca-se o pneu do carro colado na bomba.

-Moça, deu certo não.
-Por quê?
-É que a bunda do carro 'tá muito pra lá, eu vou me molhar 'todin' pra colocar a gasolina. Dá pra senhora dar a volta no posto?
¬¬'


No bar:

-Meu querido, traga uma gelada, por favor!
Felicidade líquida e estupidamente gelada, sete amigos bebem a cerveja rapidamente.

-Moço, traz mais uma skol!
Sorriso solto, falam mal do viado-corno chefe, a cerveja não dá pra quem quer.

-'Amigô', mais uma!
Reação do garçon com a mão na cintura:
-Olha, vem cá, dá pra vocês pedirem as cervejas tudin de uma vez por que esse vai e vem de cinco em cinco minutos cansa, viu?!
¬¬'


Ai ai... me acabo de rir. Sem problemas ou preconceitos com a cidade, sei que isso aí em cima não é arrogancia das pessoas, elas realmente acham um absurdo se molhar durante o trabalho (detalhe que ele só molhou uma parte do braço no fim das contas) ou ficar indo e voltando para servir os clientes. Enfim, só em Teresina. E como eu gosto disso. ;]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bebê.

Às vezes me pergunto se cresço ainda um dia.

Não, não no sentido vertical da palavra, quanto a isso há primaveras que perdi as esperanças.
Mas será que vou deixar de fazer drama por besteira, deixar de querer ser alguma coisa "quando" eu crescer, começar a fazer o que tem que ser feito sem ficar especulando, tomar a vida e o destino nas minhas mãos.
Se vou parar de me ver como criança ou pré-adolescente, irresponsável, danada, sem noção do mundo, dependente. Se vou parar de discutir probleminhas amorosos bobos com amigos que tem mais o que fazer da vida. Se vou parar de pedir/seguir os conselhos da Samia e conseguir pensar sozinha.


[Ainda tenho 15 anos]

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Patrícia, menina estranha.


Olha, eu detesto uma Patrícia.

Nada contra Patrícias do mundo, minha mãe se chama Patrícia.

Patrícia é boba, quer ser descolada, mas não é. Quer ter estilo, mas não tem.
Patrícia é aquele tipo de garota que acha se acha bonita a maior parte do tempo, mas quando os outros a elogiam ela discorda e acha mil defeitos no olho que não é verde e nas pernas que são finas demais.


Hoje Patrícia me fez raiva, quem sabe amanhã isso muda e eu escrevo as (raras) qualidades da garota.
Todos conhecem uma Patrícia, mas todo mundo esconde.