sábado, 27 de março de 2010

Draminha de fim de semana.

As provas acabaram (mais ou menos, as matérias de 36horas só na semana que vem).
Descobri que não aprendi nada, que ainda não me organizei, apesar de ter me prometido começar o ano de fato depois do carnaval.

Tarefas do francês? Nossa... fiz uma e só. Faltam umas 8 ou 9...
Enfim, precisando dar uma reviravolta na minha vida.

Quero mudar umas coisas e vai começar como sempre começa: corta o cabelo, muda o layout do Blog, arruma a papelada da faculdade.

Ando muito aperreada, sem tempo de ver pessoas e o tempo que eu tenho (sábados) as pessoas não querem me ver. É triste, preciso de novos amigos.
Enfim, mals aê pra quem perdeu tempo lendo esse post, mas eu 'tava precisando escrever.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Todo Dia.

Por que nem todo dia é de festa, nem toda manhã é de sorrisos.

Nem todo sol é de praia e nem todo riso é verdade.

Nem toda calma é paz.

Nem todo drama é desnecessário.



Eu só queria você aqui, mas você nem vai ler isso pra saber.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sabe quando uma pessoa que você não vê há anos, que nem era assim tão próxima de você, que foi embora da sua vida e que você não esperava nunca mais ver na vida, mas sempre teve um carinho por ela, sempre admirou aquela criatura, enfim, essa pessoa reaparece e muda sua vida? Pois é, eu disse: Muda Sua Vida.
Resolve aquela enooorme interrogação que você carregava pra cima e pra baixo.

Acabei de passar por isso.
Maravilhoso.



PS: Não falei com ela, só nos cruzamos (e sorrimos) num pub da vida. 40 reais pra ouvir funk tosco mais bem pagos da minha vida.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Porta-retratos.

Ela só queria saber no que ele pensou quando foi embora, quando mordeu o lábio, tomou ar e simplesmente sustou sua frase.

Sentada na cadeira, cotovelos apoiados na mesa e mãos segurando o queixo distraidamente. Levantou-se e se viu debruçada na janela olhando o vento varrer a rua. Franziu o cenho ao pensar na viagem, agora que ninguém podia vê-la talvez deixasse vazar alguma água salgada (ou seria doce?) dos olhos.

Vestiu o casaco sobre o vestido rodado de menina-moça e saiu para a rua.
O vento frio correndo por entre suas pernas lhe deu um ar de Marilyn, só que meio triste e de olhos injetados. Abraçou o próprio corpo e saiu andando em direção à casa daquele velho amigo, ainda moraria lá?

Sentou no meio-fio duas ruas antes do seu destino para que sua alma se aquietasse e pudesse respirar de modo ritmado novamente. Não poderia parar na porta dele e parecer frágil até ter capacidade de tocar a campainha, afinal, alguém poderia aparecer.
"isso... que acontece com a gente acontece sempre com qualquer casal. Isso... ataca de repente, não respeita cor, credo ou classe social..."
Parou o pensamento no meio, levantou bruscamente. Olhou para os lado e recomeçou a caminhada calculando as palavras que diria quando olhasse naqueles olhos calorosos. Com certeza ficaria feliz em vê-la, mas precisava ser cuidadosa, ele a conhecia bem e poderia ler qualquer sombra em sua expressão, não colocaria agora tudo a perder.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Porta-retratos.

Abriu a gaveta com toda calma, percorreu o seu conhecido conteúdo.
Incontáveis considerações de sua vida desfilavam em sua mente. Não, não fazia sentido algum apressar as coisas, aprendera que não importa o que aconteça, seu semblante deveria ser impassível e suas intenções um mistério.
Fechou a gaveta e olhou para frente, não para o rapaz sentado a sua frente, mas para o que seria dela em alguns dias quando descobrissem o que se passava.

-E então? O que tinha para me dizer?

Focou o rapaz novamente: realmente era belo. Nada demais, os traços de seu rosto simplesmente se ordenavam de modo agradável. Sua voz também ajudava, era grave e musical quando falava e seu sussurro era doce.

Ela olhou para a gaveta novamente, agora fechada, e esse movimento trouxe seus cabelos castanhos e pesados para frente do rosto de onde ela delicadamente o afastou prendendo-o atrás da orelha.
Apoiou-se na mesa e olhou nos olhos dele.
As palavras iam no meio da boca quando percebeu que não controlava bem a emoção e que se não se acalmasse a voz sairia embargada. E ela não poderia soar indecisa ou insatisfeita com a própria decisão. Sorriu de lado e perguntou se ele aceitaria um café.

Ele rejeitou o café e pediu que ela dissesse logo porque queria vê-lo.
Ele era impaciente, podia-se sentir o cheiro da curiosidade dele do corredor, ele era fácil de ser lido: simples e espontâneo, de uma sinceridade morna e confortável. Talvez fosse esse o seu encanto.

Ela sorriu de sua inquietação e sentou-se.
Olhou para a janela e disse: vou embora. Para Nova York.
Voltou-se para ele e prosseguiu: não queria que você soubesse por outra pessoa.
E esperou pacientemente que ele absorvesse a informação.

-Felipe, você não vai ficar chateado, vai?

Ele mordeu o lábio e se levantou em seguida.
-Patrícia, eu...
Abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas simplesmente sorriu e foi embora daquela sala gelada.